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    2월 25일

    SomoS

     
     
    Adreana Oliveira
    Editora
     
    23-02-2008

    Quatro paulistas e um som pra lá de endiabrados


    Foto:Divulgação
    Banda paulista aposta na irreverência
    A banda paulista de rock alternativo SomoS surgiu no Verão de 2000 entre amigos que adoravam ficar no estúdio tocando canções dos Beatles e gravando, experimentando, gravando... Em pleno 2008 eles lançam seu segundo disco, na verdade, um EP com quatro músicas, produzido por eles e por Douglas Godoy, baterista do Vanguart (MT). Os irmãos Thiago e Rafa Calil, André Soler e Isca Vazin estão mais interessados em fazer a diferença hoje e por isso o trabalho de produção não para. Antes do EP “Da Vaquinha”, foi lançado “O Disco do Saco Bege” e a terceira cria já está a caminho. “A banda amadureceu na estrada e com o lançamento do EP, distribuído por nós, estamos galgando nosso espaço no meio independente”, comenta Thiago.

    Vamos explicar o que vem a ser “O Disco do Saco Bege” e o EP “Da Vaquinha”. “Cá entre nós, aquelas caixinhas de plástico que quebram por qualquer coisa são uma porcaria”, diz Thiago, referindo-se à caixinha que embala a maioria dos CDs no mundo. Para sair do comum, eles lançaram os seus em embalagens de pano que, além de abrigar o CD, podem servir como uma bolsinha fashion, uma carteira, ou portar qualquer outro material que caiba em suas dimensões. “A princípio vamos continuar com este molde, mas, claro que podemos ter uma outra idéia similar e surpreender”, diz Rafa.

    Para eles, o que importa é recuperar o conceito de álbum. “O CD está numa fase difícil, não sabemos se vai sobreviver em meio à revolução digital”, explica Rafa, que completa, “a SomoS aposta em um formato no qual o disco em si tem um aspecto diferente. é como se resgatássemos aqueles álbuns conceituais dos anos 60 e reciclássemos para nossa época”, expõe.

    Músicas como “Francesas”, “E se o Brejo fosse a vaca” e “Trinca-Copo”, do EP, e “Comum” e “Correntes”, do primeiro disco, mostram a capacidade que a SomoS tem de mesclar influências. A “viagem” é garantida no som e nas letras. “A repercussão tem sido positiva e estamos loucos para viajar mais”, comenta Thiago.

    Escárnio & Osso

    A SomoS é parte ativa do agitador cultural Escarnio e Osso, um braço do circuito fora do eixo, no eixo. Neste emergiram bandas como o Seminal, Visitantes, Deize Confuza e Ultrafônica, esta última apresentou-se recentemente no Grito Rock Uberlândia. Grupos como este trabalham com a perspectiva de que a cena cena deve mudar a curto prazo. “o lançamento de singles virtuais é um formato que deve cescer, mas o álbum de 10 músicas sempre vai ter seu espaço. ele sugere um outro jeito de embarcar no universo de um artista”, comenta Thiago.

    Para a SomoS vale mostrar seu roque torto e divertido. “Tentamos fugir às regras sem abrir mão da autenticidade. Afinal, SomoS a SomoS, é um fardo que carregamos. Tem que soar como nós ou não funciona”, filosofa Rafa. Na busca desta identidade vale tudo, desde entradas teatrais à inserção da gaita de fole nas músicas. Eles tocaram em fevereiro no Grito Rock de Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). “Viagem insana, 8.333 quilômetros rodados. Agora falta Uberlândia, ainda não tivemos o prazer de conhecer a cena e a cidade de vocês”, finaliza.

    GIRO INDIE

    Foto:Adreana Oliveira
    Simplesmente insanos
    Para uma banda independente que mandou o CD para o espaço e volta a apostar no vinil e tem uma postura anti-tudo, o MQN tem se saído mais pop do que encomenda. No show mais recente deles em Uberlândia, dia 16 passado na Noite Monstro do Goma, foi hit atrás de hit. E que este continue sendo seu pecado. Músicas como “Red Pills”, “Let it Rock”, “Burn, baby, burn”, “Hard Times” e “Cobra” fazem com que ninguém fique parado. E se ficar, o risco de tomar um banho de cerveja proporcionado pelo vocalista Fabrício Nobre é grande... Gustavo Vasquez (baixo), Rodrigo (bateria) e CJ (guitarra) estavam para lá de inspirados...


     

    Foto:Adreana Oliveira
    Em ação em Uberlândia
    O Motherfish abriu a noite e mostrou um show melhor do que o realizado no Goiânia Noise do ano passado. Eles lançaram o primeiro trabalho pela Monstro e estão evoluindo a cada apresentação. Mesmo com o trabalho fresquinho, teve espaço para “Música Nova” no repertório.

     

     

     

    O festival Abril Pro-Rock já confirmou algumas das atrações internacionais do festival, que acontece nos dias 11, 12 e 27 de abril: New York Dolls, Helloween e Gamma Ray. Dia 5 de março sai a programação completa da festa.

    Perto do Grammy o Brit Awards foi muito mais “cool”. Os artistas ousaram mais nas roupas, nas músicas e nas apresentações. E foi feito jus à música. Para começar, os mestre de cerimônias da noite foi Mr. Ozzy Osbourne, e família. O Arctic Monkeys, que tocou no Brasil no ano passado, ganhou os prêmios de Melhor Grupo e Melhor Álbum por "Favourite Worst Nightmare" (2007). Sir Paul McCartney foi homenageado pela carreira e Amy Whinehouse foi a mais aplaudida. O Foo Fighters também levou dois prêmios, como no Grammy, desta vez, Melhor Grupo Internacional e Melhor Álbum Internacional, por "Echoes, Silence, Patience & Grace" (2007).

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