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    3월 3일

    NIRVANA - Unplugged in New York

     
     
    01-03-2008


    "Unplugged in New York” sem cortes


    Reprodução

    Nirvana pela primeira vez em uma versão acústica, surpreendeu tanto os críticos quanto os fãs

    Entre as lentes das seis câmeras que registraram as imagens do DVD “Nirvana — Unplugged in New York” (Universal Music, R$ 47), nenhuma conseguiu um segundo da atenção de Kurt Cobain, na noite do dia 18 de novembro de 1993, no Sony Studio, em Nova York. Uma delas recebeu um milésimo de segundo do olhar dele pouco depois dos quatro minutos de gravação. O DVD da versão sem cortes é um prato cheio para aqueles que viveram a última revolução do rock. Kurt Cobain (voz e guitarra), Krist Novoselic (baixo) e Dave Grohl (bateria) foram acompanhados pela violoncelista Lori Goldston, com participação especial de Cris e Curt Kirkwood (Meat Puppets).

    O “Unplugged in NY” é o que você vai ver. Kurt brinca na cadeira giratória, range os dentes, sorri amarelo, dá duas gargalhadas meia-bocas. O suor na testa surge após 30 minutos e ele não se preocupa em esconder. Vez ou outra enxuga com a manga da blusa. Coloca os cabelos atrás da orelha, nada de pausa para tirar o brilho do rosto. Kurt entra errado em um verso de “Lake of Fire”. Você poderá vê-lo corar não por causa dos agudos. Poderá conferir, porque Krist Novoselic foi um dos melhores amigos de Kurt. Preste atenção e ouvirá um repique de bateria que pode ter sido o embrião de “My Hero”, do Foo Fighters, que Dave Grohl montou depois do fim do Nirvana.

    Não deixe de ver o ensaio, com seis músicas. Mas não é obrigatório ver o extra, com o depoimento de pessoas que participaram daquele show único. “Kurt estava tão nervoso...”, “tão tenso...”, “Eu sabia que fazia parte de algo especial...”. O que se vê em grande parte da platéia é muita gente com a mão no queixo, alguns bocejos, um esfregar de olhos para não dormir diante de músicas desconhecidas.

    Reprodução

    Nirvana


    Tudo bem. Até Cobain soltou um discreto bocejo após a execução de “Plateau”. Ele chegou a brincar dizendo que as músicas dos irmãos Kirkwood eram do segundo disco do Nirvana. Na realidade, do aclamado “Nevermind”, que para os leigos resume-se a “Smells Like Teen Spirit”, incluíram “Come As You Are”, “Polly”, “On A Plain”, na qual Dave Grohl marca o tempo para Kurt batendo com a baqueta na própria perna, e “Something In The Way”, fora da versão editada, como “Oh, me”.
    Quinze anos se passaram desde a gravação desta obra que serviu como um epitáfio para o vocalista e guitarrista. O loiro tiraria a própria vida cinco meses mais tarde, em sua casa, em Seattle.

    Lançado em CD e vinil, em 1994, e exibido no mesmo ano pela MTV, em uma versão de 45 minutos e 37 segundos (também presente no DVD), trechos da versão não editada chegaram a figurar nos computadores dos fanáticos pela banda em 2004, mas nada se compara ao que te espera em uma hora, seis minutos e 24 segundos.

    Hoje, a gravação de um “Acústico” é feita em dois ou mais dias com versões em cima de versões até que uma gama infinita de palpiteiros libere o material. Isso não aconteceu com o Nirvana. E se há um pecado cometido na época em que o show foi exibido pela MTV, ele se chama edição. 
     
    Diálogos hilários no set

    O nervosismo atribuído a Kurt não transparece naquela noite. Ele preferiu exibir mais seus dotes de intérprete, deixando de lado a porção compositor. Suas pálpebras pareciam carregar mais peso do que suportariam. Isso lhe dava um ar mais velho que seus 26 anos. Ele fez papel de regente em um clima de ensaio no quintal de casa. “Não podemos tocar essas duas uma atrás da outra, podemos? Vamos fazer depois de ‘On a Plain’”, comenta o baixista Krist Novoselic com Kurt sobre “Dumb” e “Polly”.

    Reprodução

    Kurt Cobain

    “Oops... mas ‘On a Plain’ cai para um Ré.” Vamos tocar assim mesmo, quem se importa? Vai ser editado, isso é um programa de televisão”, responde Kurt, que explica ao público que não queriam tocar “Dumb” e “Polly” uma seguida da outra por serem “exatamente a mesma música”. Quem disse que ele não tinha senso de humor? “Scott [Ravine], quão desafinado está meu vocal?”, pergunta Kurt durante o ensaio. “Não mais do que o normal.” “O que você quer dizer com isso?” “Está bom.” “Você jura?”

    E se você está acostumado com a imagem de um Kurt depressivo e triste, espere até ver ele imitar um dos personagens que o aterrorizavam na série “David and Goliath”. “Aquele era um programa diabólico, sempre me apavorou quando era criança”. Quando os Kirkwood sobem ao palco são quase 10 minutos de conversa jogada fora. Rolou até uma brincadeirinha com “Sweet Home Alabama” (Lynyrd Skynyrd), enquanto Kurt lia umas anedotas. “O que vocês estão afinando? Uma harpa?”, provocou.

    Reprodução

    No repertório, músicas que estavam fora das FMs



    O melhor amigo e guardião

    Reza a lenda que o melhor amigo que Kurt teve foi Krist Novoselic. A edição sem cortes do “Unplugged in NY” mostra o papel de guardião que Krist teve. Quando tentava “colar” o que viria a seguir da pastinha do vocalista, ele tentava se adiantar para não desapontá-lo. Nos ensaios foram feitas duas versões de “Pennyroyal Tea”. Uma com o guitarrista Pat Smear no violão e backing vocal e outra com ele apenas no backing e Dave no outro violão. Na hora da gravação, Kurt optou por tocá-la sozinho. “Tem um cigarro, Pat?”, perguntou Dave. E os dois saíram do palco para fumar enquanto Kurt fazia seu número em uma canção na qual mais se revelava. Do seu lado direito, Krist permanecia com o baixo acústico no colo e parecia saber o que aquele momento significava para Kurt. Krist, que virava mesmo um gigante ao lado de Pat ou quando pegou o acordeão para tocar “Jesus Doesn’t Want Me For a Sunbean” parecia mesmo estar sempre lá para o que Kurt precisasse, não importava se era para ajustar o microfone de Pat nos ensaios ou para conferir o que ainda restava de chá para Cobain.

    No fim, Kurt e Krist saem, sem pressa. O guitarrista, canhoto, pára e pega uma caneta para autografar quatro pedaços de papel. Nesse momento você vê a primeira camiseta do Nirvana, que aparece em todo o especial. Silêncio total. Kurt tropeça no pé de alguém antes de atender a um rapaz que usava uma camiseta com a palavra “Loser” (perdedor). Antes de desaparecer no último take, ele volta para devolver a tampa da caneta. Assista!

    댓글 (1개)

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    Cellardoor님이 남긴 글:
    plural e informativo e com muito rock and roll!!!
    3월 5일

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